Bela Maré

A distribuição espacial de equipamentos e bens culturais na cidade do Rio de Janeiro é uma das expressões das desigualdades sociais. Buscando  superar essas desigualdades, o Observatório de Favelas inicia uma mobilização de recursos para construção do Centro Artístico e Cultural Bela Maré, pois acredita que a transformação dessa realidade passa pela incorporaçãoda diversidade cultural dos espaços populares. Afinal, a cultura se torna maisrica quando expandimos as nossas trocas de imaginários, de saberes, de fazeres e convivências.

A Bela Maré será uma referência de criação e difusão da arte na Avenida Brasil, notoriamente carente de  equipamentos culturais para uma população de mais de 1milhão de habitantes. A Bela Maré abrigará diversas ações artísticas, como exposições, cineclube, cursos, oficinas, palestras, workshops e projetos que viabilizem o acesso qualificado da população à cultura e à educação. Além de fomentar processos de desenvolvimento local sustentável, articulando economia, cultura e da participação ativa das comunidades.

Você é convidado a fazer parte dessa rede  de mobilização de recursos para aquisição do espaço que deverá abrigar o Centro Artístico e Cultural Bela Maré. A colaboração pode ser feita por meio de doação para o Observatório de Favelas e é de grande importância para a concretização deste primeiro passo do projeto.

Para saber mais sobre o projeto e realizar doações clique aqui ou aqui

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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