Novo artigo adicionado na sessão produção científica

A Crueldade Sobre a Periferia, de Pedro Claúdio Cunca Bocayuva.

Artigo originalmente publicado na Revista EPOS.

Resumo: Ao longo desse artigo procuramos descrever as novas figuras de subjetivação ou de socialização que são constituídas no tempo longo da modernidade. A juventude periférica é analisada como corpo da diversidade e da fragmentação do sujeito na pós-modernidade. Vivemos uma falha na falta que nos abre para o real, lacuna simbólica onde campeia a paranoia e a melancolia. O trauma, a dor e a perda são questões que se inscrevem pela via da crueldade como modo de destituição da condição humana para determinados grupos sociais.

No século XXI, a banalização da violência se articula com o exercício da crueldade, com seus efeitos sobre a estrutura do desejo e a materialidade da violência e do medo. O cenário urbano metropolitano está marcado pela desmedida das máquinas de captura do biopoder, o que resulta na fenomenologia da economia simbólica da crueldade exercida sobre o conjunto das relações sociais, pelos dispositivos das tecnologias de poder, em particular sobre a juventude das periferias.

Palavras-chave: Noções e conceitos: juventude periférica, crueldade, tecnologias de poder, dominação, desfiliação, subjetividades coletivas, espaço urbano, economia simbólica.

Disponível por aqui

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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