Dois vereadores são presos em operação contra milícia em Duque de Caxias

Publicado originalmente no Jornal O Dia, disponível aqui.

Rio – A Polícia Civil realiza desde as primeiras horas desta terça-feira uma mega operação de combate à milícia atuante em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Vinte pessoas foram presas –  entre elas dois vereadores do município e quatro policiais militares – na ação batizada de “Capa Preta”.

Os vereadores Jonas Gonçalves da Silva – que é PM reformado e conhecido como “Jonas é nóis” -, e Sebastião Ferreira da Silva, o “Chiquinho Grandão”, foram presos em suas residências. Os dois seriam os chefes da milícia, considerada a mais antiga da região e que atuava em oito bairros de Duque de Caxias. A dupla é acusada de negociar armas para bandidos do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

Na casa de Jonas, na Rua Dom Pedrito, 12, bairro Vila Sarapuí, os civis prenderam ainda Johnatan Luiz Gonçalves da Silva, o “Petão”, filho do vereador e PM recém-formado. Outro filho de Jonas, o ex-PM Eder Fábio Gonçalves da Silva, o “Fabinho é nóis”, foi detido em sua residência, numa rua paralela à casa do pai.

O outro preso foi identificado como Daniel Seabra Ferreira, o “Daniel do lava-jato”. Com ele, os policiais apreenderam duas pistolas 9mm, quatro carregadores, dois aparelhos de rádio e um cinto da Polícia Militar.

Duzentos agentes participam da operação, que é organizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE) e conta com a participação de  várias especializadas, das Corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil e do Exército e da Marinha.

Policiais cumprem 34 mandados de prisão e 54 de busca e apreensão em 57 endereços, inclusive na Câmara Municipal de Duque de Caxias.

Chefes da milícia

A Polícia Civil acredita que Jonas e Sebastião seriam os chefes da milícia em Caxias, coordenando grupos de tortura e extermínio, centrais clandestinas de TV a cabo e Internet e controle do transporte de vans na região, entre outros crimes.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça apontam que os milicianos negociavam a venda de armas para traficantes do Complexo do Alemão.

De acordo com o delegado Cláudio Ferraz, responsável pela operação, entre os procurados estão 13 policiais militares, cinco ex-PMs, um comissário da Polícia Civil, um fuzileiro naval e um sargento do Exército. A Polícia Civil chegou à quadrilha depois de seis meses de investigação.

Participam ainda da operação agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s