Rio de Janeiro recebe pela primeira vez o Globale

Rio de Janeiro recebe pela primeira vez o globale

Afinal de contas, o que é globalização? Como estamos inseridos nela? Diante de tantas dúvidas sobre o tema e com o objetivo de promover filmes e debates em torno da questão, o festival globale aterrissa no Rio de Janeiro prometendo esquentar a discussão. O globale foi criado na Alemanha em 2003 e hoje se faz presente em mais dois países – Uruguai e Polônia. Sua primeira edição carioca levará o nome de globale Rio 2011 e será realizada entre os dias 22 e 30 de agosto. O evento tem a proposta de exibir obras audiovisuais – de gênero e formato livres – em salas de cinema, escolas, universidades, centros culturais e cineclubes, em diferentes pontos do grande Rio.

INSCRIÇÕES ABERTAS

O globale Rio 2011 possui caráter não-competitivo e não cobra taxa de inscrição. Os interessados devem inscrever seus filmes dentro de um dos cinco eixos temáticos e enviar a ficha de inscrição preenchida junto a uma cópia em DVD do filme finalizado até o dia 30 de abril, no seguinte endereço: Rua do Riachuelo, 161/ 615 – Centro – CEP 20230-010.

HISTÓRIA DO GLOBALE

O globale nasceu em Berlim (Alemanha) no ano de 2003, com a proposta de que suas sedes se multiplicassem em outras cidades e países, criando-se assim uma rede. Com isso, o evento se expandiu para as cidades alemãs Leipzig e Mittelhessen. Em 2009, o globale chegou à capital uruguaia Montevidéu e em 2010 iniciou-se em Varsóvia, na Polônia. Neste ano, o festival estreia em mais dois países: Colômbia (Bogotá) e Brasil. A chegada do globale Rio 2011 na capital fluminense é pertinente e importante para uma cidade que nos próximos anos estará no centro das atenções mundiais. Ou seja, uma cidade global.

EIXOS DO GLOBALE RIO 2011

Ações midiáticas contra hegemônicas: Iniciativas que questionam a cobertura jornalística da mídia hegemônica, apresentando um ponto de vista alternativo das lutas populares; registros de ações invisibilizadas pela mídia; também registros de iniciativas midiáticas comunitárias, populares, alternativas, livres e/ou radicais no marco da luta pelo direito humano a comunicação.

Cidade global: o termo Cidade Global surgiu em 1991, na obra da socióloga holandesa Saskia Sassen. O conceito se aplica às metrópoles que são referência para o capital internacional em suas regiões. Os filmes inscritos neste eixo falam tanto sobre as cidades que se encaixam nessa ideia quanto sobre as cidades que sofreram ou estão sofrendo grandes transformações para abrigar megaeventos internacionais – como as sedes da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e o Rio de Janeiro. Quais são os impactos sobre as populações desses lugares e suas adjacências; quem são os principais beneficiados com esses processos?

Muros e Furos: Os filmes deste eixo tratam das barreiras construídas para impedir o fluxo de pessoas entre países ou regiões de conflito de qualquer natureza (militar, econômico, religioso etc.). Desde a Muralha da China, aos muros de Berlim, Israel/Palestina, EUA/Mexico, os chamados muros da vergonha não são apenas as estruturas físicas. Complexos sistemas legais – e ilegais – para imigração, os muros também atuam como barreiras invisíveis. No entanto, sempre há alguém disposto a furar esses esquemas com muita coragem e criatividade.

Territorialidades, meio ambiente e conflito: O avanço da fronteira de exploração de recursos naturais produz uma série de alterações nas formas de ocupação e uso do espaço que resulta na desestabilização de formas de produção relativamente autônomas, responsáveis pela conservação da biodiversidade e dos recursos ambientais. Em cada país, tem sido múltiplas as respostas: populações indígenas, comunidades quilombolas, pequenos produtores rurais, pescadores e extrativistas reafirmam e recriam suas identidades, ressignificando seus territórios e colocando em debate o modelo de produção e consumo. Nas cidades, grupos organizados também discutem e enfrentam as conseqüências negativas da degradação ambiental através de ações de solidariedade com populações afetadas e da busca de soluções que questionam o modelo de desenvolvimento capitalista e apresentam alternativas sustentáveis à crise ambiental.

Terrorismo poético: “Entre num banco 24 horas e cuspa fogo. Instale cápsulas alienígenas em praças públicas. Rapte alguém e faça-o feliz”.Terrorismo Poético são formas e expressões de mobilização e difusão de arte, não-violentas, descategorizadas de qualquerestrutura convencional de consumo. O ato induz reflexão sobre todo o processo de integração econômica, cultural, social e política ocorrida com a globalização. Com isso, artistas podem maximizar a noção de liberdade e provocar mudanças de paradigma. Terrorismo poético é arte e ativismo. É transformação social.

INFORMAÇÕES

www.festivalglobalerio.blogspot.com ou pelo e-mail globalerio@yahoo.com.br / Acompanhe: http://twitter.com/globalerio e globale Rio no Facebook

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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