Entrevista com a viúva de rapaz assassinado por PMs da UPP no RJ

Originalmente publicado no blog Pela Moradia, disponível aqui.

Por Patrick Granja e RioRiotSquad Film

No Rio de Janeiro, a militarização levada a cabo pelos gerenciamento de turno através das UPPs mostrou, mais uma vez, sua verdadeira serventia: oprimir e criminalizar a pobreza. Na madrugada do dia 12 de junho, o jovem morador do morro Pavão-Pavãozinho, André Ferreira, de 19 anos, foi baleado e morto por policiais da UPP do local. Como de praxe, dias depois, o comando da unidade se pronunciou em defesa dos assassinos e disse que André teria atirado contra os policiais. A versão foi por terra dias depois, quando a família do rapaz provou que ele trabalhava, não usava drogas e não tinha envolvimento com o tráfico. Segundo a sua esposa, grávida de 8 meses, o casal teria se mudado do bairro Jardim América para o morro Pavão-Pavãozinho fugindo da opressão do tráfico.

Quando nossa equipe de reportagem esteve no local, vários militantes prestavam solidariedade à família de André. Entre eles, estava a moradora do morro do Cantagalo, Deise Carvalho, que em 2009 teve seu filho Andreu espancado até a morte por agentes penitenciários de um presídio para jovens menores de 18 anos. Nossa equipe de reportagem conversou com a ativista e com a viuva do trabalhador assassinado.

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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