É hora de perder a paciência!

Vídeo originalmente publicado em NAU.WEB.TV e matéria publicada originalmente no site Juntos.org

Desde segunda (25), trabalhadores da cultura estão ocupando a FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) contra os cortes do governo Dilma à cultura (de 2/3 de sua verba anual) e pela aprovação das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 150 e 236. Em 2010, o governo federal destinou à cultura apenas 0,06% do orçamento da união, enquanto os juros e amortizações da dívida externa receberam 45% do orçamento, o que corresponde ao valor exorbitante de R$ 635 bilhões!

Os jovens e trabalhadores estão cansados de ver a cultura ser tratada durante anos com tanto descaso. Nunca a cultura conseguiu ultrapassar o 1% do orçamento da união. O acesso à cultura não será proporcionado por leis de incentivo à cultura que insistem em beneficiar a indústria cultural com a isenção de impostos para as empresas financiadoras de grandes musicais (como Mama Mia, o Fantasma da Ópera etc) que possuem ingressos vendidos a cerca de R$ 200,00. A cultura não é um grande negócio que tem como objetivo a obtenção de lucro. Não concebemos cultura como mercadoria.

Em épocas de crise mundial, em que o governo prefere apertar o cinto dos trabalhadores e afrouxar os dos banqueiros, vemos os direitos sociais receberam grandes cortes de verbas como ocorreu no início do ano com as áreas da cultura e educação. Se aprovadas, as PECs favoreceriam a distribuição de mais verbas para a cultura – garantindo 2% por parte do governo federal, 1,5% pelos estados e 1% pelos municípios – e a inclusão da cultura como direito humano em nossa Constituição.

Por tudo isso, o movimento Juntos! Juventude em Luta se coloca diretamente ao lado do movimento de trabalhadores da cultura que perderam a paciência e hoje ocupam a FUNARTE. Pela imediata aprovação das PECs 150 e 236! Pelo fim dos cortes de verbas para a cultura! Por um sistema de financiamento da cultura verdadeiramente democrático e participativo! Cultura não é mercadoria.

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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