UPP’s: Solução Para a Segurança ou Controle Político das Favelas?

Artigo publicado em Agência de Notícias das Favelas, disponível aqui


SANSÃO, Luiza.
UPPs: solução para a segurança ou controle político das favelas? Graduanda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Este artigo expõe diferenças de abordagem entre os sites G1 e ANF – Agência de Notícias das Favelas sobre a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas do Rio de Janeiro pelo Governo Cabral (PMDB), com base em matérias publicadas sobre o tema nas duas mídias e a partir da identificação de elementos que expõem seus posicionamentos, presentes em seus discursos, diante da implantação e atuação dos policiais nas comunidades da capital fluminense. Ao final deste trabalho, concluímos que o discurso do site G1 favorece a imagem do governo de Sérgio Cabral, na medida em que publica informações que transmitem aos leitores apenas lados positivos de suas iniciativas, priorizando informações e fazendo uso de expressões que colocam a ação dos policiais como verdadeiramente pacificadora e vantajosa para as comunidades, em detrimento de informações que expõem a desaprovação das UPPs pelas comunidades. Já o site ANF garante espaço para a voz dos moradores das favelas, favorecendo sua expressão e facilitando sua mobilização.

Palavras-chave: UPPs, favelas, grande mídia, comunicação comunitária, política de segurança.

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LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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