Seminário Internacional Comemorativo dos 120 anos de Nascimento de Antonio Gramsci

Apresentação: São inúmeras e freqüentes as análises e alusões que Antonio Gramsci (1891-1937) faz em relação à História ao longo dos Cadernos do Cárcere. Elas referem-se tanto à História, no sentido de processo vivido pela Humanidade, como no sentido de atividade intelectual que visa o conhecimento desse mesmo processo. Conhecimento que, além de seu valor inerente, próprio à atividade do historiador, do filósofo e do cientista social, tem uma dimensão política, transformadora, ao menos em parte, da própria História. Foi nessa dimensão que o revolucionário italiano empenhou toda sua vida. Para Gramsci, conhecer a História era passo essencial para transformar a História, não como mero ato de vontade do grande líder político ou de genialidades individuais, mas como processo protagonizado e produzido pelas grandes massas de homens e mulheres, a partir de condições dadas, objetivas.

Realização: UNIRIO, Programa de Pós-graduação em História, Grupo Gramsci e a Modernidade, MAST e PUC-Rio.

Local: Auditório Paulo Freire – Av. Pasteur, 458 – UNIRIO

Apoio: FAPERJ, Instituto de Cultura Italiana, Editora Civilização Brasileira.

Programação

Dia 23

10-10:30h: Abertura

10:30-11:30h: Conferência de Abertura:

Carlos Nelson Coutinho (UFRJ)

14-17:00h: Mesa 2: Teoria e Política

Fabio Frosini (Università di Urbino – Itália)

Tra superamento del parlamentarismo e lotte sociali: la funzione del diritto e le dinamiche del potere nell’analisi gramsciana del fascismo e del comunismo sovietico (Entre a superação do parlamentarismo e as lutas sociais: a função do direito e as dinâmicas do poder na análise gramsciana do fascismo e do comunismo soviético).

Giovanni Semeraro (UFF)

Ana Garcia (PUC-Rio)

Lea Durante (Università di Bari – Itália)

Le donne come questione nel pensiero di Gramsci (As mulheres como questão no pensamento de Gramsci).

Dia 24

9-12h: Mesa 3:  Teoria e História

Guido Liguori (Università della Calabria – Itália)

Gramsci e la “storia delle classi subalterne” (Gramsci e a “história das classes subalternas”).

Ricardo Salles (UNIRIO)

Gramsci para historiadores.

Pedro Marinho (MAST)

A História encontra Gramsci: notas para um diálogo sobre o conceito de Estado integral

Alvaro Bianchi (UNICAMP)

14-17:00h: Mesa 4: Caminhos do Futuro: Globalização e Transformação Social

Leonardo Ramos (PUC-Minas)

O papel das elites transnacionais na reforma da ordem econômica global: O caso do G20

Cunca Bocayuva (PUC-Rio)

Hegemonia e Cibernética

Adam David Morton (Universty of Nottinghan – Inglaterra)

Travelling with Gramsci: The Spatiality of Passive Revolution

Massimo Sciarretta (UNIRIO)

O pensamento de Gramsci e a Teologia da Libertação: diálogos para a construção de um “outro mundo possível”

17:30-18:30h: Conferência Final:

Alberto Burgio (Università di Bologna – Itália)

Critica e crisi della modernità. Note sul Gramsci storico della società borghese (Crítica e crise da modernidade. Anotações sobre o Gramsci historiador da sociedade burguesa).

Inscrições para ouvintes: Enviar, até o dia 18/08,  nome completo,  instituição e comprovante de depósito da taxa de inscrição (R$ 20,00) para o email: contato@gramscieamodernidade.org. O ENVIO DO COMPROVANTE DE DEPÓSITO É IMPRESCINDÍVEL.

Dados para o pagamento: Banco do Brasil – Agência 3086-4 / Conta poupança: 18.815-8   variação 01; Carla Silva do Nascimento

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s