II Encontro Cidade e Cultura: Rebatimentos no Espaço Público Contemporâneo

II ENCONTRO “CIDADE E CULTURA: REBATIMENTOS NO ESPAÇO PÚBLICO CONTEMPORÂNEO”

DIAS 21 E 22 DE NOVEMBRO DE 2011

Este projeto propõe discutir os espaços públicos urbanos entendendo que estes estampam não somente os efeitos de políticas a que estão afeitos, mas, principalmente os das mais diversas práticas sociais que usam ruas, praças, e inúmeros outros logradouros como suporte de suas ações. Esta dimensão da espacialização da cultura muitas vezes é ignorada pelas políticas públicas urbano/culturais, revelando uma cegueira que condena aquelas práticas à invisibilidade, ou a sua expulsão daqueles locais. Visando ampliar esta discussão nossa proposta busca entender o espaço urbano enquanto lugar público por excelência que comporta toda sorte de atores individuais e coletivos, usos territoriais institucionalizados e cotidianamente configurados, memórias e discursividades diversas, sentidos atribuídos e construídos, experiências e experimentações, apropriações simbólicas e concretas, entre outros. E que, também, simultaneamente, comporta uma rede complexa e intensa de relações sociais – antagônicas, complementares, paralelas, convergentes, simbióticas, parasitas, consensuais, conflitantes; refletindo diferentes padrões de diálogo e negociação.

É preciso ressaltar que a idéia de espaço público nesta proposta se constitui como objeto social e cultural, ou seja, os ritmos de vida devem ser analisados em sua dimensão social e cultural para que possamos qualificar os usos desses espaços vividos. Entendemos que os usos do espaço urbano sempre escapam de alguma forma à intencionalidade funcional de quem o concebe. Estes espaços têm a potencialidade de reunir dimensões, tanto materiais quanto imateriais, de ontem e de hoje, que concordam e discordam entre si. Ao mesmo tempo em que o espaço urbano está no presente por completo ele também é composto por muitos tempos, ou seja, se apropria dos tempos/espaços “outros” segundo novas normas.

Mas os sentidos social e cultural associados a ele nunca são levados a cabo de forma idêntica e se referem sempre a uma prática presente. Para melhor explorar o campo de relações entre urbano e cultura, abordaremos, além dos espaços públicos como lócus de práticas sociais, também as recentes transformações destes espaços (entre elas os impactos dos megaeventos), que colocam as cidades contemporâneas no contexto da “espetacularização” e da “culturalização” urbana.

Membros do Projeto Cidade e Cultura

Regina Helena Alves da Silva (PPGHIS e PPCOM/UFMG); Lilian Fessler Vaz (PROURB/FAU/UFRJ); Paola Berenstein Jacques (PPG-AU/UFBA); Ana Clara Torres Ribeiro (IPPUR/UFRJ); Margareth Pereira da Silva (PROURB/FAU/UFRJ); Geane Alzamora (PPGCOM/UFMG); Thais Velloso Cougo Pimentel (PPGHIS/UFMG); Ana Fernandes (PPG-AU/UFBA) e Pasqualino Magnavita (PPG-AU/UFBA)

Bolsistas Pró-Cultura

Patrícia Martins Assreuy (PROURB/FAU/UFRJ); Milena Durante (PPG-AU/UFBA) e Denis Tavares (PPGHIS/UFMG)

Para maiores informações acesse o site do evento, por aqui

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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