Grupos protestam contra despejo no Pinheirinho no interior de São Paulo

Publicado originalmente em O Globo, disponível aqui.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – Centenas de manifestantes protestam na Praça Central de São José dos Campos, a 97 km da capital, contra a desocupação do terreno da comunidade Pinheirinho e cobram a desapropriação da área pelo governo federal. No dia 22 de janeiro, 2 mil homens da PM desalojaram cerca de 6 mil pessoas e derrubaram as casas da área que estava ocupada havia oito anos. O terreno faz parte da massa falida de uma das empresas de Naji Nahas. Houve confronto entre moradores e policiais durante a desocupação.

Movimentos sociais de Minas Gerais, São Paulo e Paraná organizaram caravanas para o protesto. O MST, com cerca de 500 integrantes, levou para os moradores desalojados quatro caminhões de alimentos.

Representando a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que a presidente Dilma Rousseff (PT), que na semana passada considerou a desocupação uma barbárie, deveria dar “consequência à indignação do discurso”.

Segundo Alencar, o Ministério das Cidades precisa ter agilidade, assim como o programa Minha Casa Minha Vida, para atuar nesses episódios. Em um carro de som instalado em frente à Câmara Municipal, os líderes dos movimentos sociais acusam nominalmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de violação de direitos humanos durante a desocupação.

Chico Alencar afirmou ainda que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara deve investigar o caso e questionar também as decisões judiciais que permitiram a reintegração de posse do terreno.

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LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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