Oficina do LASTRO no Corpocidade 3!

Convidamos todos a participarem de nossa oficina no Corpocidade 3!

LASTRO

OFICINA 8 – LASTRO
Responsáveis: Ivy Schipper (coord.), Vinicius Carvalho Lima, Raquel de Padua Pereira, Felipe Araújo Fernandes, Catia Antonia da Silva, Luis César Perucci do Amaral – LASTRO – Laboratório da Conjuntura Social: Tecnologia e Território – IPPUR/UFRJ

RESUMO:
Nossa proposta de oficina consiste numa tentativa de aproximação de dois métodos de investigação da experiência urbana: a análise da ação social promovida pelo LASTRO e técnica do Teatro Jornal, desenvolvida por Augusto Boal em seu Teatro do Oprimido.
Uma das formas de análise da ação social realizada pelo LASTRO, que escolhemos para esta oficina, é um trabalho de leitura das reivindicações, protestos e ações culturais em contextos metropolitanos sob a ótica dos sujeitos e agentes das ações. Se resume a uma desconstrução de notícias jornalísticas veiculadas pela grande mídia impressa, buscando apreender/discutir questões que perpassam a conjuntura urbana brasileira.
O Teatro Jornal é uma técnica desenvolvida no contexto da ditadura militar brasileira, com o objetivo de desconstrução de notícias sob censura, para propiciar ao leitor comum uma reflexão que lhe permita identificar os conteúdos explícitos e implícitos das notícias e debatê-los coletivamente, afim de que essa ação possa causar mudanças na conjuntura social.
Em suma nossa proposta é uma fusão das duas metodologias. Pretendemos realizá-la em duas etapas: com a coleta e análise de notícias das ações sociais e discussão conjunta com os participantes da oficina; e uma posterior ida as ruas de Salvador usando o jogo do “Arauto da Notícia” para fomentar/sugerir a desconstrução das notícias, identificando a correlação de forças entre opressores e oprimidos. Os participantes da oficina, na primeira etapa, auxiliarão na coleta das notícias e, depois, serão estimulados a escolher um dos lados e convidar o público das ruas a participar da discussão.
A partir dessa proposta de experiência, pretendemos refletir sobre o seu conteúdo, não somente como entes acadêmicos, mas enquanto cidadãos comuns. Apostamos que estas discussões podem revelar elementos reais da experiência urbana de Salvador e a reflexão da ação social sob a ótica dos próprios sujeitos.

Duração/horários: Duas etapas, uma de preparação/coleta de notícias no dia 23/04 e ida a campo dia 24/04.
Local e condições : Ruas centrais de Salvador ou onde haja grande número de pessoas. Necessitaremos de jornais e revista de Salvador do próprio dia ou daquela semana.

Vagas: 15

Para inscrição, basta ir ao formulário online, disponível aqui.

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s