Emoção marca homenagem a Ana Clara Torres Ribeiro no IAB-RJ

Publicado originalmente em Instituto de Arquitetos do Brasil, disponível aqui.

A noite da última segunda-feira, 19 de março, foi de muita emoção no auditório do IAB-RJ. Familiares, amigos, alunos, colegas e admiradores do trabalho de Ana Clara Torres Ribeiro se reuniram para uma homenagem à socióloga e professora que faleceu no fim de 2011, deixando um grande legado humano, social, científico e político.

Apresentado por Cêça Guimaraens (arquiteta e vice-presidente do IAB-RJ) e moderada por Jorge de Campos Valadares, psicanalista e Doutor em Saúde Pública pela Fiocruz, o Painel de Debates “Ana Clara Torres Ribeiro, uma pensadora necessária” resgatou momentos da carreira e da vida particular da homenageada. Os fatos foram relatados por pessoas de diversas áreas que lembraram o prazer e a honra de terem trabalhado a seu lado.

Além dos convidados, Júlia Adão Bernardes, Doutora em Geografia e Professora da UFRJ; Catia Antonia da Silva, Doutora em Geografia e Professora da UERJ; e Luiz Perucci, Arquiteto, Doutorando em Planejamento Urbano e Pesquisador da UFRJ; outros participantes do encontro foram chamados à mesa por Jorge Valadares.

“Ana Clara criou esse modo de se fazer eventos acadêmicos. Chamamos outras pessoas para participar, dar suas palavras. Ela sempre defendeu que o conhecimento construído de forma coletiva é muito mais interessante”, disse Valadares. Amigo e parceiro de trabalho da pesquisadora, ele destacou a importância de seu pensamento: “ela sempre nos advertiu sobre a incompletude de conceitos, modelos, modos e a moda. Formulou questões sobre a arte de viver a vida e fazer frente aos problemas de um país pobre como o nosso”.

Durante o encontro, palavras como “generosidade”, “respeito”, “delicadeza” e “sensibilidade” emocionaram os presentes com as lembranças de Ana Clara. “Era uma socióloga diferente. Enxergava longe. Ela se doava sem se perder”, destacou Júlia Bernardes, que se disse “orientanda extra-oficial” da professora em Mestrado e Doutorado.

As imagens com depoimentos da pesquisadora foram exibidas em vídeo para destacar um de seus mais marcantes trabalhos: a criação do Laboratório da Conjuntura Social: Tecnologia e Território (Lastro), na UFRJ. “Esse nome foi cuidadosamente escolhido, pois representa a estabilidade. Precisamos de um Lastro para não deixar esse barco à deriva”, dizia ela. Os membros do Laboratório, participantes do evento, garantem que prosseguirão com as ideias de Ana Clara Torres Ribeiro de modo a impedir que seu pensamento seja esquecido.

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s