1° Fórum Suburbano de Políticas Públicas – RJ

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LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

  1. minhas primeiras impressões sobre o fórum:

    “diferente da impressão que Ana Pardo teve ao final, o que houve ali não foi uma intervenção, foi ação, não estamos intervindo em um processo já iniciado, estamos construindo um processo novo.” Gabriel Lanhas

    Neste último dia 3 de junho foi realizado no espaço do centro cultural Casa do Artista Independente, o primeiro fórum suburbano de políticas públicas com o eixo de debate Os Caminhos da Cultura na Zona Norte. Cuja grande vitória revelou-se no corpo plural que se conformou para o debate, diversos coletivos, representantes de instituições e outros membros da sociedade civil propiciaram a possibilidade real de debate, mostrando que um outro mundo realmente é possível.

    O fórum iniciou-se plural antes mesmo de acontecer, já nas divulgações principalmente apoiadas em bases de redes virtuais (blogs, e páginas de relacionamento) a divulgação do fórum já apresentava os olhares e definições que estavam em potencial em nossos desejos. Citou assim Nyl MC (rapper morador de Irajá) – “somos nós por nós mesmos” – Este sim foi o espírito do Fórum, pois nos entendemos formadores de cultura, de nossa própria forma de pensar a cultura.

    O que é o subúrbio? a imagem que desenha-se do suburbano durante anos vem se elaborando sob um retrato estereotipado de um tempo que há muito já se foi, não somos mais a cara bucólica do senso comum dos bairros de trens, das cadeiras no portão de casa e galos no quintal, apesar de muitos ainda acreditarmos nisto, e buscarmos nisto nossa identidade.

    O fórum revelou uma nova identidade existente, mas que ainda estava invisível dentro da teia, a identidade do subúrbio produtor, do subúrbio potente que mesmo sem uma política pública de fomentação, subsídios e sem espaço, constrói a duras penas seu campo de trabalho e de eclosão do devir artístico, somos pintores, músicos, atores, cineastas, mantenedores de centros de cultura e cineclubes, que são ao mesmo tempo professores, engenheiros, técnicos de informática, pesquisadores universitários, entre outros. Somos nossa própria voz e queremos falar.

    “Em toda a área da AP3 e AP5 constatamos uma ausencia de teatros e uma falta de qualidade nas bibliotecas municipais” – expressa Flávio Lima (professor de geografia e mantenedor do Centro Cultural casarti) Reforçando o olhar altamente excludente histórico das propostas culturais do poder público municipal para o Rio de Janeiro.

    Assim o primeiro fórum suburbano de políticas públicas para cultura na zona norte começa a construir duas bandeiras de luta, a luta pela visibilidade e fomentação de todos os grupos, coletivos, e propositores de mobilização cultural da zona norte principalmente para as áreas de planejamento 3 e 5, e a construção de um planejamento de espaços de cultura governamentais; pois nós suburbanos não podemos mais ser vistos como meros espectadores.

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