Organizações Civis x “Autos de Resistência” da Polícia Militar de São Paulo

Publicado em Polifonia Periférica, disponível aqui.

A Organização não governamental “Ação Educativa” foi a sede de debates, discussões e reflexões, tensas por sinal, das recentes ações, no que concerne o aglomerado de denúncias atuais das denúncias dos “autos de resistência” vulgo permissão para matar, da polícia militar do estado de São Paulo.

A GT Nossa São Paulo, junto ao Fórum de Hip-Hop convidou para este encontro Daniela Albuquerque (Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo), José Filho (Pastoral Carcerária) e Diego do Vale Medeiros (Núcleo da Infância e juventude da Defensoria Pública de São Paulo).

O encontro intitulado “Violência de Estado: Extermínio da juventude negra/Genocídio da juventude negra”, que teve por introdução o vídeo “Abordagem policial e o clipe “Ação contra Estado” do grupo de Rap Rima fatal, reuniu várias entidades e representantes civis de diversos pontos das periferias de São Paulo.

Assim como o protesto ocorrido neste mês (Vide artigo: Coletivos se reúnem no vão livre do Masp para protestar contra o genocídio de jovens nas periferias) este encontro se deu no centro, tópico debatido também, pelos participantes deste encontro que julgaram legitimar a causa, levando os debates e tomadas de decisões onde estão sendo efetuados os registros de homicídios da juventude negra por policiais militares.

José Filho em sua fala nos deu dados estatísticos catastróficos, que em suma, demonstra que o órgão de segurança pública do estado de São Paulo é uma verdadeira arma de extermínio da população periférica.

O descaso para com as mortes desses jovens é tão grande que, no que nos fala Daniela Albuquerque, são passiveis de pronto arquivamento, ou seja, não há perícia, não há abertura de inquérito, só há descaso.

Após a fala dos convidados, houve a abertura de fala para os presentes ao encontro, aonde se chegou ao consenso de abertura de uma comissão, esta que estará em cada ponto das periferias paulistanas, para as devidas cobranças de respostas para este declarado genocídio que está estampando as periferias com horror e medo.

O militante Givanildo Manoel, entre as sugestões proferidas entre as falas dos representantes civis, pediu para que a comissão pedisse a aberture de uma CPI para investigar o caso.

Gabriel, nos faltará aqui o sobrenome, pelo que nos desculpamos, representante do GT Nossa São Paulo, ao final das falas, delineou as decisões tomadas e marcou datas para um novo encontro para o início das devidas decisões debatidas e refletidas no encontro desta última quarta-feira.

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LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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