Precisamos relembrar nossas lutas e nossos mártires

Publicado originalmente em Brasil de Fato, disponível aqui.

“Precisamos relembrar nossas lutas e nossos mártires”

Para Vito Giannotti, a burguesia criou um tabu para esconder que o brasileiro sempre lutou. E o livro-agenda do Núcleo Piratininga de Comunicação tem o objetivo de combater essa ideia, acabar com essa visão do brasileiro bonzinho

10/10/2012 – Vivian Virissimo, do Rio de Janeiro (RJ)

 Ex-metalúrgico, educador e comunicador popular, Vito Giannotti confessa que tem duas obsessões em sua vida de militante pelo socialismo. A primeira é ajudar a construir veículos de esquerda para romper a hegemonia da mídia empresarial brasileira. A segunda é resgatar a história de luta dos trabalhadores e combater a visão de que o povo brasileiro não quer, não se interessa e não sabe se insurgir contra a injustiça. “Essa ideia é a base do conservadorismo dessa sociedade. É a base para manter a sociedade do jeito que está: dominada, oprimida e explorada pelos de cima”, defende.

Para combater essa ideia de que brasileiro é bonzinho e cordial, Giannotti e sua equipe do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) lançaram um livro- agenda que faz o mapeamento de centenas de lutas, revoltas, levantes e insurreições populares que ocorreram no Brasil de 1800 a 2012. Nesta entrevista, exclusiva ao Brasil de Fato, ele fala de lutas pela terra, revoltas de negros escravos e de índios oprimidos, grandes greves operárias e dos levantes contra a ditadura militar.

Brasil de Fato – A agenda 2013 do NPC reúne centenas de exemplos de levantes populares. É um contraponto à ideia de que o povo brasileiro é bonzinho, pacífico?

Vito Giannotti – O que sempre me irritou, na minha vida de militante, foi ouvir a frase das pessoas simples ou de pessoas mais estudadas, declaradamente de direita, que o brasileiro não é de luta, brasileiro é bonzinho, que não quer saber dessas coisas. Lá fora não, lá fora os caras lutam e brigam, na Argentina, no Uruguai, no Chile, França, na Itália. Aqui o pessoal não quer saber de nada, só quer saber de cachaça e de futebol e carnaval.

E essa ideia traz péssimas consequências para a sociedade…

Essa ideia é a base do conservadorismo dessa sociedade. É a base para manter a sociedade do jeito que está, dominada, oprimida, explorada pelos de cima: pela elite, pela burguesia, pelos patrões. Essa ideia é importantíssima para o sistema e nós temos que combater. Essa agenda tem o objetivo declaradíssimo de combater essa ideia, acabar com essa visão do brasileiro bonzinho. Sabe o que significa bonzinho? Vamos traduzir numa linguagem mais chula: significa que o brasileiro é “bundão”, é bunda mole. Essa é a ideia generalizada, difundida pelos meios de comunicação que estão nas mãos da burguesia, dos patrões, do sistema. É mantida através de todos os instrumentos ideológicos da sociedade: escola, igrejas, do conjunto das manifestações da sociedade. Essa agenda quer mostrar centenas de lutas, levantes, insurreições, pequenas revoluções feitas pelo povo brasileiro.

Então a agenda traz vários exemplos de casos de lutas populares por um ideal, político, social. Ela tenta desconstruir a ideia de que se luta apenas por interesses corporativos, econômicos, muito difundida nos grandes meios de comunicação…

Tem, por exemplo, a luta dos portuários brasileiros, a primeira categoria de trabalhadores que abrangia estivadores e doqueiros que carregavam os navios. O Porto de Santos era conhecido como o porto vermelho, uma categoria supercombativa que atuava nos portos de Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Recife, São Luis. Eram milhares de trabalhadores que fizeram centenas de greves não só por melhores salários, como também greves altamente políticas contra a repressão que ocorria no plano internacional. Por exemplo, em 1905 quando o Czar da Rússia mandou matar o povo russo que exigia pão e liberdade Aqui eles pararam de carregar navio russo. Quando teve a Guerra Civil Espanhola, que matou trabalhadores espanhóis de esquerda, tivemos greve de solidariedade nos portos do Rio e de São Paulo, Santos. Greves de solidariedade desse povinho que não luta. Ao contrário, luta não só pelos interesses dele, como pelos interesses do mundo todo. Tem outro fato que pouquíssima gente conhece, só alguns cearenses, que é a história da Guerra do Caldeirão…

Que história é essa?

Você fala dessa guerra e ninguém sabe o que é isso. Já ouvimos falar superficialmente nas escolas de Canudos, do Contestado, do Quilombo de Palmares, da Revolução Pernambucana. Coisas bem gerais, só das maiores. Em qual livro se fala da Guerra do Caldeirão, quem sabe disso? Quase ninguém! Era um povoado formado por camponeses pobres que exigiam terra para plantar. Plantavam coletivamente, distribuíam entre todos o fruto do seu trabalho, fizeram uma reforma agrária na prática indo contra o sistema. Tudo isso começou em 1933 e se entendeu até 1937. O governo resolveu acabar com esse foco de outra maneira de produzir, outra maneira de viver. Era um péssimo exemplo para o Brasil, na visão da burguesia dominante da época, de Getúlio Vargas. Mandaram várias expedições de soldados para reprimir, da mesma forma que Canudos, em escala menor. Caldeirão foi menor no espaço e no número de pessoas que atingiu: havia mais de duas mil pessoas, diferente de Canudos em que se fala de 20 e até 30 mil pessoas. Foram dois mil brasileiros bonzinhos, pacíficos, que não querem saber de luta? Como não quer saber de luta? Povo que resistiu quatro, cinco anos às investidas do Governo Vargas… Só cito o último dia: esse povo bonzinho, de “índole cordial” resistiu contra o Exército, não cedeu. Aí, o governo, tranquilamente, mandou a aviação bombardear. Foram mortas 800 pessoas, montanhas de cadáveres que foram enterradas lá mesmo, obviamente. Esse é o povo brasileiro bonzinho. Só que essa história não se conta. É o que essa agenda quer contar.

O modelo da agenda apresenta pílulas diárias para resgatar a história e instigar as pessoas para irem atrás de mais informações…

São cinco linhas para estimular os lutadores. É um tira-gostinho, é um pequeno torresminho, não é uma feijoada completa, toda a história. Só pra dar vontade… Igual a essa Guerra do Caldeirão tem lutas de negros, escravos, enquanto a gente só fala de alguns quilombos. É uma pesquisa, é uma formação política. As notícias não foram colocadas sem critério, foi um trabalho infernal pra fazer porque exigiu que se colocasse no dia em que aconteceu. Imagina na mão de um professor inteligente, com vontade de melhorar esse país, essa agenda pode fazer um tremendo estrago. Um estrago do bem, obviamente.

Um dos principais eixos abordados na agenda é a luta pela terra. É uma bandeira que une indígenas, quilombolas, camponeses desde que a propriedade privada foi instituída no país. São lutas desconhecidas, mas fundamentais para entender o Brasil de hoje?

Quando se fala em luta pela terra a gente tem na memória, obviamente, o MST de hoje, que nasceu em 1985, mas é recente na nossa historia. Agora, nesses duzentos anos são centenas de lutas pela terra que são resgatadas. Cito a história de Margarida Maria Alves, uma lutadora do sindicato de Sapé na Paraíba, que foi morta pelos latifundiários por ser presidente do sindicato. Normal, é o que os latifundiários fazem: mandam matar todo lutador. Isso aconteceu na cidade de Sapé, que tem uma longa história de luta dos camponeses que criaram a primeira Liga Camponesa, lá na Paraíba… Agora, na nossa agenda aparecem umas cinco, seis vezes as Ligas Camponesas. Além destas, se fala também da liga de Pernambuco, das lutas de Cabo de Santo Agostinho, onde trabalhou um ilustre lutador e organizador, o comunista Gregório Bezerra.

Além de mostrar a história dos lutadores mais conhecidos como Marighella, Lamarca, Toledo, Zequinha a agenda também busca trazer histórias de lutadores desconhecidos?

Na agenda a gente fala só umas dez linhas sobre Gregório Bezerra. Ele mereceria dez livros de mil páginas cada um. Só que isso já se faz. É importante lembrar nossos mártires, nós também temos heróis: Marighella, Lamarca e companhia. Mas nós precisamos lembrar o povo que estava no Cabo de Santo Agostinho incendiando canaviais e exigindo reforma agrária, na lei ou na marra, em 1952, 1964; por isso que os milicos, a burguesia, a direita, os Estados Unidos deram o golpe pra terminar com a luta no campo e com as greves na cidade.

Outro eixo, sem dúvida, é a história das greves. Várias táticas dos trabalhadores são citadas na agenda e mostram que essas greves cumpriram e cumprem um papel fundamental na luta por transformações sociais.

Temos milhares de greves que aconteceram, só que nós não fizemos uma agenda sobre as greves. Eu tenho uma lista de mais de 10 mil greves no Brasil. Para a agenda nós destacamos algumas greves das lutas operárias, urbanas, dos trabalhadores da cidade, as mais famosas, com maior participação popular, com centenas de milhares de operários. Por exemplo, a greve de 1917 de São Paulo. Todo professor tem que falar dessa greve que parou a capital paulista por 30 dias. Parou tudo, os trens com comida que chegavam eram descarregados pelos grevistas e distribuídos para as pessoas conforme o número de filhos. É uma greve fantástica! A agenda mostra também outra grande greve de 1917, em Curitiba, que teve dois mortos. Na agenda destacamos o nome dos dois mortos para combatemos a ideia de que se dá um tiro, o brasileiro foge. Não é verdade, brasileiro morre na luta e não foge.    Outra greve: a dos metalúrgicos de São Paulo de 1979, uma greve de sete dias. Foram 250 mil metalúrgicos parados, milhares de presos teve inclusive gente assassinada: é o caso de Santo Dias, metalúrgico da oposição sindical que foi fazer piquete na portaria da fábrica Silvana. Aí chegou a polícia e mandou parar de distribuir panfletos. E aí, Santo Dias e os companheiros pararam? Esses brasileiros, que não lutam, pararam? Não! Não pararam. Continuaram distribuindo e a polícia deu dois tiros nas costas de Santo Dias e ele morreu. E os outros fugiram? Não! Se pegaram na porrada com a polícia. Tem um companheiro de lá, o João, que ficou conhecido como João Porrada pela luta que fez com a polícia, se atracou com a polícia na frente da Silvana. Ele não fugiu. Como o brasileiro é bonzinho? Pergunta pro João Porrada.

Outro eixo bastante abordado pela agenda contempla as lutas contra a ditadura militar que têm um peso muito grande na história de luta do povo brasileiro.

Hoje em dia, eu diria que há uns cem livros que saíram nos últimos quatro, cinco anos no Brasil sobre a ditadura. Graças a Deus! E não era uma lacuna, era de propósito, pois a direita, a burguesia, os patrões, os governos, os militares, os EUA, queriam esquecer esse período. Quem apoiou o golpe? Toda a mídia: O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo… Esses veículos queriam fazer esquecer a ditadura. O que faz agenda do NPC? No mínimo, a agenda tem cem noticiazinhas sobre o período da ditadura. A agenda tem quatro notícias do Levante Popular da Juventude. O Levante não só entra pra história como também recupera o conhecimento da história da ditadura que era esquecida. Sim, a Comissão da Verdade foi instalada, mas a Globo quase não dá notícia nenhuma. Óbvio. Se a Globo não dá, o povo não sabe, porque não lê. E a Folha e o Estadão, a grande mídia, não estão nem aí. Só um punhado de gente acompanha isto. Com esses escrachos, esses jovens provocaram uma rediscussão. A mídia burguesa, patronal, comercial, de direita, foi obrigada a noticiar aquela manifestação na frente da casa do Harry Shibata, do Instituto Médico Legal (IML), que deu atestados falsos. Ele declarou que os grandes lutadores que foram mortos sob tortura pela repressão tinham se enforcado, se matado. Ao contrário, tinham sido mortos em tiroteio. Uma manifestação na casa desse assassino teve que sair na Folha e até no O Globo saiu. Assim, umas 100, 200 mil pessoas ficaram sabendo, então a ditadura militar voltou a ser assunto, que não era. Esse é um dos grandes méritos do Levante Popular da Juventude que está noticiado na agenda.

Outro fato recente retratado na agenda é a ocupação de Pinheirinho em São José dos Campos. A foto daqueles moradores combatentes ajuda a desconstruir a ideia de que o povo brasileiro é bonzinho?

Não é só Pinheirinho. Agora, igual Pinheirinho tem mais, no mínimo, 20 lutas contra as remoções. A agenda fala da Vila Autódromo, no Rio, onde os empresários, os governos, grandes empreiteiras estão querendo tirar os moradores de lá para fazer condomínios para garantir os lucros da classe dominante. Mas eu aposto que tem vinte casos igual Pinheirinho. E se não destacamos Pinheirinho na agenda, daqui a pouco ninguém lembra. E eu digo outra coisa: outros muitos Pinheirinhos virão. O povo tentou resistir e só não conseguiu porque a repressão, a força policial foi muito mais forte. Calma! Dias virão que o povo criará mais força. Qual é o sentido dessa agenda? Mostrar que é possível resistir. Houve resistência no campo e na cidade. Os negros, os índios, trabalhadores, professores, estudantes resistiram. Em massa, em grande número.

A agenda também traz as lutas das mulheres?

Várias lutas das mulheres. Temos a foto de Elvira Boni, a primeira mulher que participou de um congresso operário no Brasil, em 1920, no 3º congresso da Confederação Operária Brasileira (COB). Ela estava na mesa, a única mulher. Óbvio que está a foto dela, não tem foto de nenhuma burguesa, tem a foto de uma operária. Era líder do sindicato das costureiras. Liderou greve, foi presa.

Qual o potencial dessa agenda como instrumento político?

É de mudar a cabeça dos nossos militantes. A cabeça de todos nós está empesteada com essa ideia de que o povo brasileiro é bonzinho. Isso é um veneno. Um tóxico que está espalhado no ar que está na infestado na cabeça de muito militante, lutador. O cara luta, mas no fundo acha que na Argentina, no Chile se luta mais. Quantos exilados tivemos, quantos desaparecidos tivemos no período da nossa ditadura? Essa agenda fala muitas vezes do Araguaia, uma grande luta que tentou fazer com que o povo viesse. E o povo participou como pôde, o que prova que é mentira que o povo é bonzinho. Fala de lutadores que lá morreram com tiro na cara pelo grande repressor, o coronel Curió. Morreram porque se recusaram a colaborar com a repressão. Pelo contrário, lá no Araguaia, morria-se dizendo “Viva a revolução, viva o socialismo!”.

Pouca gente sabe os detalhes do Araguaia, uma luta totalmente escondida na escola…

É um tabu. A burguesia criou um tabu para esconder que o brasileiro sempre lutou: homens, mulheres, jovens, velhos. A burguesia, o sistema envenenam a cabeça do povo através da mídia empresarial de que o brasileiro só quer saber de carnaval, de se divertir… Claro que quer se divertir, mas o povo daqui não é cordial. O povo brasileiro é muito simpático, muito alegre, isso é uma característica, sem dúvida nenhuma. Mas daí a ser pacífico e bonzinho é mentira. No final de jogo de futebol morrem três pessoas numa briga. Cadê a pacificidade? Cadê a índole cordial?

Podemos dizer que no Brasil há uma rejeição contra atos de violência?

A rejeição vem porque a burguesia, os de cima, tem todo o interesse em dizer que a violência é ruim. Claro, a violência dos de baixo é ruim, eles querem só exercer a violência dos de cima. A polícia de São Paulo mata mais pessoas do que todo os Estados Unidos. Não é exemplo pra mim os EUA, não é o país que adoro, pelo contrário! Mas os fatos são fatos. Por isso os patrões, os de cima tem que dizer que a violência é ruim. Claro, só a violência dos operários, índios, negros. A polícia que vai nos morros do Rio de Janeiro e mata à vontade, ela é pacífica? Ela quer que o povo seja pacífico e quer que morra tranquilamente.

Numa observação mais ampla da agenda, fica bem evidente a grande a repressão do Estado, com o aparato policial, no abafamento de qualquer organização popular.

Sim, inclusive na agenda temos o exemplo das Mães de Maio. São mães que lutam contra a violência do sistema, dos de cima, dos patrões, dos empresários, dos governos burgueses. Por isso se fala que a violência é ruim. Então a mãe escuta isso pelo rádio, pela televisão. Ela escuta a desgraça daqueles programas policiais, que todas as cidades têm, de repórteres que estão a serviço do sistema, apavorando o povo, falando contra a violência. Violência de quem? Dos de baixo. Defendendo que a polícia tem que ir lá exterminar e botar ordem etc. A mãe escuta isso, ela passa pro filho, o filho escuta e passa para a namorada, os dois passarão para o novo filho. Vai indo, se perpetuando, continuando, para sempre, com essa visão de que violência é ruim. Claro, eu acho que violência é muito ruim, por isso vamos acabar com a violência. Com justiça! Se nós implantamos um regime de justiça, acabará a violência. Essa é a única alternativa.

Todos esses levantes são frutos da desigualdade, do acirramento das contradições. Se há países injustos, há levantes populares…

O Brasil é o quarto país mais injusto do mundo. Tem a quarta pior distribuição de renda que é a medida da injustiça de um país. A Venezuela, na América Latina, é o país mais justo, quem está falando isso é a ONU. Que significa mais justo? O país onde a distribuição de renda é a menos diferenciada, menos distante do mais pobre e o mais rico. Significa, onde há menos injustiça. E ela é a raiz da violência! Só que tem que esconder isso. Como a burguesia esconde? Através da sua mídia. Como nós temos que fazer? Temos que criar a nossa mídia. Essa é a minha obsessão, fora fazer conhecer a nossa história, que é uma preocupação minha constante, é a gente construir nossos meios, já que a burguesia não conta nossa história, na TV não se fala das lutas populares. Claro que não, óbvio que não. Eles nunca vão falar. Nós somos uns idiotas quando reclamamos que eles não noticiam, que a Folha de S. Paulo é incompetente por não noticiar. Como? Ela é muito competente, inteligente e supercapaz para defender seus interesses. Está certa a Folha, está defendo a classe dela. Errados somos nós que acreditamos que eles deveriam ser diferentes. Pois eles não serão, então nós temos que defender nossa classe. Como? Nós temos que ter a nossa mídia! E lutar por outra sociedade: uma sociedade socialista.

SERVIÇO

O Livro-agenda do NPC de 2013 tem como tema Lutas, revoltas, levantes e insurreições populares no Brasil dos séculos XIX, XX e XXI. Cada exemplar custa R$ 20,00, e está à venda na Livraria Antonio Gramsci (Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia, Rio). Também podem ser feitar encomendas pelo e-mail livraria@piratininga.org.br e pelos telefones (21) 2220-4623 e (21) 2524-8952

 

 

 

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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