OCUPAMOS 11 PRÉDIOS ESTA NOITE

Publicado originalmente em Frente de Luta Pela Moradia, disponível aqui.

Excelências:

Dos Poderes Públicos:

Municipal, Estadual, Federal, do Judiciário e demais autoridades.

“Quando a necessidade é premente, os bens são comuns”.

São Tomás de Aquino

Não suportamos esperar mais. Nossas condições de moradia promove imenso sofrimento de nossas famílias. Se paga o aluguel não come, se come não paga o aluguel. Esta situação gera desagregação insuportável em nossas vidas.

O tempo passa e os poderes constituídos não trabalham para fazer nosso Direito vigorar. Em nossas pesquisas para realizar esta ação, ficamos estarrecidos com a quantidade de imóveis vazios e abandonados por 10, 15, 35 anos, que encontramos. Revelam um desperdício vergonhoso em nossa cidade. Afrontam a lei descaradamente. Não cumprem sua função social. Não obedece o domínio que a Lei exigiu de seus proprietários. Descaracteriza a cidade. Agridem o meio ambiente. E violam o Direito à cidade e à moradia das pessoas. Entretanto, e apesar disso, qualquer papel podre apresentado no Judiciário, os juízes ordenam a retirada dos sem teto com a violência armada da polícia. Depois lucram o prédio e os entregam para o lixo e insetos. E as pessoas continuam no sofrimento.

Em decorrência de nossa situação e da inércia dos poderes constituídos, tomamos a iniciativa, de acordo com nosso Direito de agir, assegurado pela Constituição Federal, e ocupamos os seguintes imóveis para ser nossas moradias.

  1. Estrada de Itapecerica da Serra, nº 9.999 – próximo ao Jardim Santo Eduardo.
  2. Rua José Bonifácio, 137
  3. Av. Ipiranga, 879
  4. Av. São João, 251
  5. Rua das Palmeiras c/ Rua Helvétia
  6. Av. Prestes Maia, 576 / 578
  7. Rua Quintino Bocaiuva, 242
  8. Escola Clóvis Graciano – Nova Cachoeirinha
  9. Alameda Cleveland, 195
  10. Rua Helvétia, 55
  11. Av. São João, 288

Não procurem nos intimidar. Não abriremos mão de nossos Direitos. Queremos juntos, transformar os imóveis abandonados em moradias populares. Queremos a realização de levantamento de inicio, no centro expandido, de todos imóveis abandonados e conferir função social a essas propriedades desapropriando-as. Vamos trabalhar para acabar com o imenso desequilíbrio social que existe em São Paulo desenvolvendo projetos de habitação popular.

São Paulo, 28 de outubro de 2012

FLM – FRENTE DE LUTA POR MORADIA

www.portalflm.com.br / E-mail: flmbrasil@gmail.com / Twitter: @LutaMoradia /

Facebook: Lutamoradia Frente de Luta por Moradia

Contatos: Osmar – 99516 – 0547 ou 9 8302-8197 / Carmem – 9 9680-7409 ou 7709-7896 / Felícia: 9 6620-6470 ou 7185-5874 /

Publicado por

LASTRO

O Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território, criado em julho de 1996, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem, por principal finalidade, a valorização da ação social e dos estudos de conjuntura na pesquisa urbana, no momento em que a reestruturação econômica, apoiada nos fluxos informacionais e em novas orientações administrativas, altera oportunidades sociais, funções metropolitanas e o teor sócio-cultural da vida coletiva. O LASTRO encontra-se organizado em torno de uma proposta de trabalho eminentemente metodológica e transdisciplinar, que inclui o alcance de passagens analíticas, de difícil execução, entre esferas, níveis e escalas da experiência urbana brasileira. No desvendamento de uma metodologia adequada à análise de conjuntura comprometida com a dinâmica urbana, valoriza-se o ângulo da ação, onde outras opções analíticas privilegiam mudanças técnicas e tendências exclusivamente econômicas. Sem abandonar estes caminhos, o LASTRO adota, como seu norte reflexivo, as mutações no tecido social, manifestas através de alterações em representações coletivas dos contextos urbanos e em disputas de oportunidades de integração social. A ênfase na conjuntura corresponde a objetivos analíticos relacionados aos vínculos entre estrutura e ação, aos determinantes especificamente sociais da experiência urbana, à desinstitucionalização de relações sociais e à apropriação social de recursos materiais, técnicos e culturais condensados nos espaços metropolitanos do país

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