Troca de Idéias sobre o Corpo!

Nova Troca de Idéias sobre o Corpo! Dia 02/09/2011

O evento será aberto aqueles que desejarem compartilhar sua experiência e/ou opiniões sobre o tema. Pedimos apenas que preparem sua fala com uma duração máxima de 10 minutos, para que um número razoável de participantes possa se manifestar.

Informações, textos e reflexões sobre as Troca de Idéias até então realizadas estão disponíveis no site do LASTRO, a partir do clique na tag “troca de ideias“.

Nova Troca de Idéias do LASTRO: Corpo

A Equipe do Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território (LASTRO/IPPUR/UFRJ), convida para nova Troca de Idéias a ser realizada no dia 02/09/2011, às 13:00h.

O evento será aberto aqueles que desejarem compartilhar sua experiência e/ou opiniões sobre o tema. Pedimos apenas que preparem sua fala com uma duração máxima de 10 minutos, para que um número razoável de participantes possa se manifestar.

Informações, textos e reflexões das Troca de Idéias realizadas até então estão disponíveis no site do LASTRO, através da tagtroca de ideias“.

LASTRO realiza a terceira Troca de Idéias, com debate do tema Segurança

Na tarde de sexta feira 13 de maio de 2011, foi realizada mais uma “Troca de Idéias”, com o tema Segurança. O evento, em grande parte, contribuiu para reflexão à respeito dos mega investimentos em “segurança” que o Estado vem realizando em territórios da cidade do Rio de Janeiro. Tais investimentos aliados à construção, pela mídia, de um discurso de unanimidade na aceitação social desta militarização do cotidiano popular, obedecem à lógica da tentativa de ordenação e controle dos territórios das favelas próximas ao circuito onde se realizarão, entre 2014 e 2016,  grandes eventos esportivos de abrangência mundial.

Foram esclarecidas duas linhas de compreensão ampla do tema da segurança originadas no IPPUR: 1) o cruzamento de dimensões objetivas e subjetivas, individuais e coletivas, recortadas no espaço e no tempo e incidindo sobre a cidadania do ponto de vista da constituição de sujeitos plenos ou como receptáculos de ordenações do convívio; e 2) a consideração da trama de outras idéias que afirmam a mudança na relação entre a compreensão social possível e a ação de poder do Estado enunciadas como segurança, aliadas a outros critérios de abordagem como a identificação de itens que correspondam à garantia da segurança; a que tipo de sujeito se remete a segurança: ao individual ou às diferentes atribuições de coletivo; e em relação a que se objetiva a idéia de segurança considerando vínculos de sociabilidade, dimensões vivas da materialidade do ambiente, e ao ciclo de processos sociais e sócio ambientais .

Várias colaborações foram reunidas ao debate: a relevância da consideração do longo processo de formação do Estado e da sociedade de classes no Brasil e a contemporaneidade do alargamento do contexto material e relacional da insegurança das classes populares para as classes médias; esforços para uma maior especificação conceitual e disciplinar no sentido de compreender o discurso da segurança como pressuposto da insegurança que justifica a existência do Estado, e a aproximação da noção de segurança com a idéia de regulação que vem de fora, e se aplica à experiência popular – e juvenil – em sua relação com as forças de controle social.

A participação social em processos de pacificação foi outra perspectiva de relevância na demarcação de diferenças entre processos sócio territoriais de resgate da paz tidos como modelo na América Latina – como as intervenções políticas em territórios populares em Medellín – Colômbia. Neste sentido, contribuíram para aprofundar o sentido destas diferenças relatos sobre a participação civil e qualificação das relações de representação estabelecidas em determinados territórios populares no estado do Rio de Janeiro.

Foram apresentados relatos sobre o impacto, em Manguinhos, relacionado a ocupação militar do Complexo do Alemão e a instalação de UPPs em favelas da Zona Sul. Nestes, a segurança enquanto atribuição do poder de Estado, foi abordada como decorrente do processo deflagrado pela realização das obras do Programa de Aceleração do Crescimento a partir de anos anteriores, que foi caracterizado pela recusa dos níveis de governo em fazer interlocução com grupos organizados e autônomos, em favor de grupos que se apresentaram mais maleáveis e que, diante da ordem de remoções, acabaram sofrendo assédio do tráfico. Estes grupos foram os grandes beneficiados com as iniciativas na área da habitação.

Por outro lado, em troca de indenizações que propiciaram a remoção de famílias para outras favelas, a destituição de laços sociais e afetivos não passaram desapercebidos. Outro aspecto que resgatou destaque foi a realização de obras e edificação de conjuntos de moradia em terrenos impróprios, mesmo com autoridades alertadas pelos moradores locais, o que se traduziu em grandes alagamentos nas épocas de chuva.

Com a chegada da ocupação militar em outra áreas da cidade, a vida social cotidiana em Manguinhos passou por mudanças enquanto alvo de operações policiais que se tornaram mais freqüentes, silenciosas, com contingentes policiais menores e menos equipados, previsíveis, sem alterações na letalidade, porém com maior preocupação com ocultamento de resultados.

Tratou-se da experiência de participação civil observada nos Conselhos Comunitários de Segurança formados a partir da intenção de intervenção dos níveis de governo em determinados bairros do município de Rio das Ostras, reunindo grupos comunitários e representantes das autoridades de segurança pública,

Foram expostas também duas construções metodológicas em andamento: a) o estabelecimento de relações entre índices de violência, periodização e distribuição da instalação de UPPs na cidade através de mapas, em correspondência com observações sobre mudanças na dinâmica do cotidiano no Morro da Providência sob o impacto da instalação de uma UPP, e b) o sentido da construção de representações sobre os cidadãos pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro em correspondência com a lógica de operações da Secretaria ( municipal) de Ordem Pública.

A outra linha de abordagem do tema segurança foi a consideração dos meios de comunicação. Aspectos da linguagem e dos interesses envolvidos na construção da imagem do cidadão morador da favela pela mídia passaram pelo crivo de alguns pressupostos críticos a partir do lugar (organização popular). Sob a lente de um “olhar estrangeiro”, um exemplo da máscara jornalística de linguajar coloquial construído a partir da lógica de depreciação do Outro, foi decodificada diante da realização de uma leitura crítica de sua semiótica e semântica.

Outra linha de análise foi a observação, pela recorrência, de códigos de distinção e ou (des)qualificação de expressões de protesto contra a violência, originárias de distintos estratos sociais e territoriais da população. Foram considerados ainda a ampliação do recurso às câmeras de vigilância como adesão das classes médias à mentalidade de controle social, e um questionamento pontual sobre o deslocamento da Secretária de Políticas sobre Drogas da tutela militar para a civil e a possibilidade de alguma mudança da letalidade nos territórios populares da cidade.

Troca de Idéias do LASTRO no site da UFRJ

Publicado original pelo site da UFRJ, disponível por aqui.

Troca de Ideias: Segurança
GISELE MOTTA – OLHAR VIRTUAL
dmvi@reitoria.ufrj.br

O Laboratório da Conjuntura Social Tecnologia e Território (Lastro), do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) UFRJ, promove o terceiro “Troca de idéias” no dia 13 de maio, às 13h30. O evento acontece no Auditório do Ippur, localizado na Av. Pedro Calmon, 550 – 5° andar, Prédio da Reitoria, Cidade Universitária.

O “Troca de Idéias” promove mesas-redondas, com eventuais intervenções da plateia, sobre um tema específico, o desta edição será “Segurança”. O evento é aberto para aqueles que desejarem compartilhar sua experiência e/ou opiniões sobre o assunto discutido. O Laboratório, no entanto, solicita aos que quiserem se manifestar para que preparem suas falas com uma duração máxima de 10 minutos, a fim de que um número razoável de participantes possa ser ouvido.

Para conferir como foram os outros “Troca de Idéias” acesse o site. Para mais informações o telefone do Lastro é 2598-1911.


Nova Troca de Idéias – Segurança

A Equipe do Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território (LASTRO/IPPUR/UFRJ), convida para nova Troca de Idéias a ser realizada no dia 13/05/2011, às 13:00h. Segue em anexo o cartaz.

O evento será aberto aqueles que desejarem compartilhar sua experiência e/ou opiniões sobre o tema. Pedimos apenas que preparem sua fala com uma duração máxima de 10 minutos, para que um número razoável de participantes possa se manifestar.

Informações, textos e reflexões sobre a Troca de Idéias que aconteceu 25 de março de 2011 estão disponíveis no site do LASTRO. Basta somente clicar aqui. Para saber sobre a Troca de Idéias que aconteceu 21 de dezembro de 2010 estão disponíveis no site do LASTRO. Basta somente clicar aqui, ou clicar na tag “alemao” no lado direito do website.

Atenciosamente,

Equipe do LASTRO.

LASTRO realiza a segunda Troca de Idéias, com debate do tema Pacificação

Realizada na tarde de sexta-feira 25 de março de 2011, a segunda “Troca de Idéias” reuniu cerca de cinqüenta pessoas.

A conversa iniciou-se com a apresentação de mapas do entorno da área do Complexo do Alemão, destacando as instalações policiais e militares da Zona Norte e as iniciativas das esferas político-administrativa referidas aos grandes eventos esportivos internacionais.

Foram formadas mesas livres, com intervenções eventuais da platéia.  Cada intervenção, de cerca de 10 minutos, continha observações e leituras dos participantes a respeito das denominadas políticas pacificadoras e, também, a respeito da cobertura da grande mídia.

Diversos aspectos foram contemplados, como a estratégia dominante de divulgação das ações pela mídia e o silenciamento da população; a aliança política entre organismos públicos e a iniciativa privada, caracterizando a financeirização como um dos elementos da pacificação; a observação de alterações imediatas no cotidiano das áreas onde foram implantadas Unidades de Polícia Pacificadora.

Nesta linha, depoimentos abordaram a velocidade na mudança de funções exercidas pelas áreas e, também, na estrutura de status nativa; o controle abusivo; a alteração das dinâmicas familiares em decorrência de abusos de poder que acompanhariam a “pacificação”.

Foram apresentados ainda relatos colhidos em mídias diversas, o que permitiu uma reflexão dos processos de intervenção da Secretaria Estadual de Segurança nos espaços populares do Rio de Janeiro. Nesse sentido, foi destacada a diminuição da incidência de homicídios de jovens negros, mas, também da possibilidade de crítica da totalidade dos processos de pacificação.

No intuito de sustentar a abertura do espaço à troca de idéias, foi consenso entre os participantes a necessidade de se perceber o processo não apenas em suas faces imediatas e aparentes, valorizando abordagens sensíveis aos corpos e à dinâmica dos espaços populares. Ficou estabelecida, por fim, a perspectiva de realização de uma terceira Troca de Idéias, sobre o tema da Segurança.