CONVOCAÇÃO DO COMITÊ CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA E PERIFÉRICA DE SP

Ao Governo do Estado de SP;

Ao Governo Federal;

À Sociedade Brasileira:

 As redes de familiares de vítimas diretas da violência, as organizações do movimento negro, os movimentos sociais do campo e da cidade, cursinhos comunitários, sindicatos, associações, saraus periféricos, posses de hip-hop, imprensa alternativa, partidos e várias outras entidades representativas da sociedade civil, organizados no COMITÊ DE LUTA CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA E PERIFERIA DE SÃO PAULO, diante da barbárie que vivenciamos em São Paulo, onde, desde de janeiro, mais de mil pessoas foram assassinadas, a grande maioria com evidentes características de execução e, pior, com indícios da ação criminosa de grupos de extermínio compostos por policiais e/ou agentes paramilitares ligados ao estado, exige:

  • Imediata reunião com o Exmo. Sr. Ministro da Justiça, Sr. José Eduardo Martins Cardozo, e sua equipe – especificamente com esta frente ampliada e unificada;
  • Imediata Audiência Pública com a presença do Exmo. Sr. Governador do Estado de São Paulo, Sr. Geraldo Alckmin, e do Exmo. Sr. Ministro da Justiça, Sr. José Eduardo Martins Cardozo;

Convocamos a toda sociedade brasileira, em geral, e a paulista em especial, a denunciar a violência do Estado e gritar por Justiça, Respeito e PAZ às comunidades periféricas, nos seguintes ATOS PÚBLICOS:

20 de Novembro – Marcha da Consciência Negra em SP – Cotas Sim, Genocídio Não, com concentração às 13h, no vão livre do Masp, na avenida Paulista, na capital paulista

22 de Novembro– Ato Contra o Genocídio, com concentração às 10h, na Praça da Sé – Centro – SP

ASSINAM

COMITÊ CONTRA O GENOCIDIO DA POPULAÇÃO NEGRA E PERIFÉRICA DE SP; ANEL / Dce-Usp; Apropuc-SP; Associação Amparar; Banco Comunitário Nascente (São Carlos-SP); Blog Bola e Arte; Campanha “Eu pareço suspeito?”; Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra; Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra; Campanha Reaja ou Será Mort@ (Bahia); CDH Sapopemba; Cedeca Interlagos; Cedeca Sapopemba; Círculo Palmarino; Coletivo Construção (Diadema); Coletivo Político QUEM; Coletivo Sarau da Casa; Coletivo Zagaia; Coletivo Zulmira Somos Nós; Comitê Popular da Copa; Comunidades Unidas (Itaquera); Construção Coletiva (PUC-SP); Condepe-SP; Contra-Maré.ORG; Cordão da Mentira; CSP Conlutas; Daruê Favela (Jd. Boa Vista); Destrava-São Paulo; Espaço Cultural Latino-Americano (ECLA); Família Rap Nacional; Força Ativa; Fórum Municipal de Hip-Hop; Frente de Lutas da Baixada Santista; FSP/USP; GEPEX-Unifesp Baixada Santista; Grupo Tortura Nunca Mais; Instituto Práxis; Jornal A Nova Demcoracia; Juventude Revolução; Kilombagem; LEAP/UfSCar; Levante Popular (Fortaleza-SP); Levante Popular da Juventude; LPJ; Luta Popular; Mães de Maio; MMRC/CMP; MNDH; MNU; Navozavez (Favela São Remo); Núcleo Akofena (Bahia); Núcleo de Consciência Negra da USP; Núcleo de Consciência Negra da USP; Observatório de Violências Policiais (OVP-SP); Pastoral Carcerária; PCB; Promove Vila Albertina; Psol-Santa Cecília; Quilombo Raça e Classe; Quilombo X(Bahia); Rádio da Juventude (São Vicente); Rádio Várzea; Rede de Comunidades e Movimentos Contra Violência (RJ); Rede de Educação Cidadã; Rede Nacional de Familiares e Amig@s de Vítimas do Estado; Rede Rua; Santos Mártires; Sarau da Ademar; Sarau dos Mesquiteiros; Sarau Elo da Corrente; Sarau Perifatividade; Sindicato dos Advogados de São Paulo; Sindicato dos Metroviários – SP; Sinsprev/SP; Sintusp; SOS Racismo; Tribunal Popular; UMES; UNEAFRO-Brasil; Uneafro-Itaquera; Vírus Planetário

EM DEFESA DA UFRJ PÚBLICA, GRATUITA, DE QUALIDADE E TRANSPARENTE

Publicado originalmente em UFRJ, disponível aqui.

A UFRJ foi procurada na última quarta-feira pela produção do programa “Fantástico” da Rede Globo de Televisão para se pronunciar a respeito de três pontos: 1.“relatório da Controladoria Geral da União (CGU) sobre desvios de verba na UFRJ desde 2007”; 2.“segundo o relatório, valores pagos, nos últimos cinco anos, pelo Banco do Brasil à UFRJ não entraram no orçamento da Universidade?” e 3. “o Fantástico visitou o alojamento universitário, o Hospital Universitário Clementino Fraga e o Hospital Escola São Francisco de Assis e registrou o mau estado de conservação dessas três unidades. O que causou essa situação?”

A Universidade refuta qualquer insinuação que tenha havido desvio de recursos públicos e repudia a relação entre as supostas irregularidades com o estado precário de algumas de suas instalações.

Ainda que tenha estranhado o rol das perguntas, a UFRJ respondeu as questões encaminhadas no sábado, 10 de novembro. Desde sexta-feira, 09 de novembro, a emissora iniciou a veiculação de chamadas de cunho sensacionalista.

Na iminência desse tipo de abordagem na matéria atacar a credibilidade de uma das mais importantes instituições de ensino, pesquisa e extensão do país, e Independentemente do conteúdo do que será veiculado no programa de domingo; a UFRJ sente-se no dever de declarar que nada tem a esconder e está – como sempre esteve – aberta à sociedade brasileira para quaisquer esclarecimentos.

Aproveitamos para convidar a todos para a reunião do corpo social da UFRJ, onde a questão será tratada, na segunda-feira, 12 de novembro, às 10 horas, no Salão do Conselho Universitário, Prédio da Reitoria.

Reitoria da UFRJ

Veja a íntegra das respostas ao email da TV Globo

Cidade Universitária, 10 de novembro de 2012

Nota da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, com esclarecimentos à reportagem do programa Fantástico – TV Globo

O Reitor da UFRJ e os dois servidores citados tomaram conhecimento do Relatório da Controladoria Geral da União, em setembro de 2012. Até aqui, o Relatório, que aborda uma questão sobre “eventual desvio de verbas”, mantinha-se em caráter reservado, uma vez que o assunto ainda aguarda decisão das autoridades competentes, de forma que ainda não ocorreu o encerramento do processo na esfera administrativa. Por esta razão, tem-se a obrigação de tratar o seu conteúdo com sensibilidade e toda a cautela.

No tocante ao Banco do Brasil, a universidade celebrou um contrato, em julho de 2007, tendo como objeto os serviços bancários prestados pelo banco à UFRJ, com a interveniência da Fundação Universitária José Bonifácio – FUJB, tradicional fundação de apoio da UFRJ, que teve sua base autorizativa em lei federal, credenciada pelo Conselho Universitário e reconhecida, tanto pelo Ministério da Educação, quanto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. No contexto de suas atribuições legais, coube à fundação de apoio o papel de gerenciar os recursos transferidos pelo Banco do Brasil e utilizá-los integralmente em nome dos interesses da UFRJ. Registre-se que este contrato foi apreciado e aprovado, como determinava a legislação à época, com parecer favorável da área jurídica especializada da universidade.

Na verdade, o que se concretizou através deste contrato foi o aperfeiçoamento institucional de uma parceria que já existia há muito tempo entre o Banco do Brasil e a universidade, onde o banco detinha a exclusividade, a título gratuito, dos serviços prestados à UFRJ, passando então a disponibilizar uma contrapartida financeira à universidade.

A UFRJ foi a primeira Instituição Federal de Ensino Superior que se mobilizou para negociar este tipo de apoio financeiro de instituição prestadora dos seus serviços bancários. Este fato, à época um procedimento inovador, tornou-se hoje mais comum, tendo sido reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, e passando a ser adotado por várias outras entidades, a exemplo dos Governos do Estado de Minas Gerais e do Estado da Paraíba.

A contratação direta das fundações de apoio às universidades federais corresponde a prática absolutamente comum a todas as Instituições Federais de Ensino Superior, havendo total previsão legal, o que não poderia, portanto, ser configurado como “desvio de verbas”. Ressalve-se, ainda, que a Fundação Universitária José Bonifácio – FUJB teve sua criação prevista em lei, está submetida a controle externo, além do próprio controle exercido pela universidade, e só existe para servir a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O referido contrato com o Banco do Brasil permitiu, através do aporte de recursos repassados pelo banco à FUJB, em 05 parcelas anuais, a realização das obras do nosso Restaurante Universitário Central, de inquestionável e relevante função social e, sempre no interesse público da UFRJ, os recursos restantes foram investidos em mais de duzentos eventos acadêmicos, mais de cinquenta intervenções e obras de diferentes tipos e portes necessárias para recuperar parte da infraestrutura física da universidade.

Importante observar que, à época, a UFRJ convivia com dificuldades orçamentárias bastante graves e esses recursos permitiram o atendimento de necessidades urgentes e demandas históricas da universidade.

A decisão de se adotar a interveniência da FUJB para gerenciar a execução dos recursos foi uma decisão colegiada, calcada no postulado constitucional da autonomia universitária e procurou, no espaço dos limites legais, afastar riscos e viabilizar o efetivo uso dos recursos envolvidos, papel principal do gestor público comprometido com a defesa intransigente dos interesses da Administração.

Reitoria

Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Cidade Universitária, 10 de novembro de 2012

Nota da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, com esclarecimentos à reportagem do programa Fantástico – TV Globo

Esclarecimentos sobre o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – HUCFF, Hospital Escola São Francisco de Assis – HESFA e Residência Estudantil

A falta de investimentos nas universidades federais ao longo da década de 1990 acumulou um passivo de deterioração e degradação da sua infraestrutura. Os recursos orçamentários eram insuficientes para permitir que houvesse uma manutenção adequada do patrimônio imobiliário sob responsabilidade da UFRJ. Esse cenário só começou a mudar recentemente.

Desde 2007, quando foi lançado pelo MEC o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – Reuni, a UFRJ vem sustentando um vigoroso programa de recuperação predial, incluindo intervenções planejadas para a Residência Estudantil, o HUCFF e o HESFA.

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho funciona em um prédio construído há mais de 50 anos, com histórico recente de implosão de parte do edifício (Ala Sul), em dezembro de 2010. A situação a que chegou o hospital refletia justamente a histórica insuficiência de recursos para sua adequada manutenção.

A UFRJ tem se dedicado à recuperação do HUCFF, com aportes orçamentários significativos, que não podem ser ignorados. Apesar das dificuldades conhecidas publicamente, enfrentadas em sua rotina, o HUCFF é o maior hospital do Rio de Janeiro em volume de consultas, principalmente de ambulatórios especializados em alta complexidade. Mensalmente, cerca de 20 mil consultas ambulatoriais são feitas no HUCFF. O hospital possui 15 laboratórios de pesquisa, 40 serviços médicos e 23 programas de atendimento de alta complexidade.

A dificuldade vivenciada pelo HUCFF faz parte de um contexto que atinge todos os hospitais universitários federais e para qual o Governo Federal implementou política específica. Reconhecendo a necessidade de política de fortalecimento dos HUs federais em todos os níveis – orçamentário/financeiro, gestão e recursos humanos -, o Governo Federal publicou em 27 de Janeiro de 2010 o decreto 7082, que trata do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF).

Desde janeiro de 2012, o HUCFF passa por obras de reparo em quase todos os andares. Alguns reparos estruturais, ansiados há anos por todos que utilizam o hospital, já podem ser vistos como, por exemplo, a reforma do Serviço de Nefrologia.

O Hospital Escola São Francisco de Assis é um edifício histórico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e, como todo imóvel com essas características, apresenta dificuldades e altos custos para realização de reformas e restaurações. Está em curso um conjunto de obras de recuperação parcial de sua estrutura, no valor total de R$ 12,6 milhões de reais.

Sobre Residência Estudantil: A UFRJ está atuando simultaneamente em duas linhas de frente para melhorar os problemas de déficit de moradia: 1) recuperação total do atual prédio, que comporta 504 quartos; e 2) a construção de um novo complexo residencial na Cidade Universitária, com obras já em andamento e recursos provenientes do Reuni. Este complexo integra o projeto de revitalização e humanização da Cidade Universitária, conforme estabelecido em seu Plano Diretor e disponibilizará pelo menos 500 vagas aos alunos dos cursos de graduação.

Em função da greve dos servidores da Educação, no início de 2012, houve atraso no cronograma original de uma licitação agendada para este ano, de reforma geral dos apartamentos da atual Residência Estudantil. A abertura dos envelopes para o processo licitatório será realizada nesta segunda-feira, 12 de novembro. Os recursos destinados à ação somam R$11 milhões e o prazo estimado para conclusão das obras é de 20 meses.

Os valores, na tabela abaixo, referem-se a reformas e obras do HUCFF e do HESFA, bem como à aquisição de equipamentos de alta tecnologia utilizados em exames, cirurgias e consultas, suprimentos de toda a ordem, necessários para a rotina destes hospitais (macas, computadores, medicamentos, materiais cirúrgicos, entre outros). Importante ressaltar as ações destinadas à recuperação de pilares de sustentação do HUCFF – obras que exigem grande intervenção na estrutura e rotina do hospital.

Entre os anos de 2007 e 2012, os créditos orçamentários destinados ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e ao Hospital Escola São Francisco de Assis ultrapassaram R$700 milhões – recursos que se referem a investimentos e custeios, grande parte advinda do REHUF e principalmente do Fundo Nacional de Saúde.

Estes investimentos denotam que a UFRJ não se omite quanto à sua responsabilidade de investir e se preocupar com a estrutura física, os recursos humanos e acadêmicos dos seus hospitais – que os tornam referência nacional e internacional em ensino e pesquisa.

    2012   2011
    UFRJ Outras fontes   UFRJ Outras fontes
HUCFF   10.905.552,89 84.372.446,51   8.242.548,64 86.605.626,96
HESFA   1.083.494,72 9.112.587,17   412.902,00 1.906.308,87
Subtotal   11.989.047,61 93.485.033,68   8.655.450,64 88.511.935,83
             
Total Geral   105.474.081,29   97.167.386,47

    2010   2009
    UFRJ Outras fontes   UFRJ Outras fontes
HUCFF   6.161.531,32 56.981.422,52   4.543.968,08 45.567.765,44
HESFA   94.260,47 884.585,94   183.808,49 1.201.996,56
Subtotal   6.255.791,79 57.866.008,46   4.727.776,57 46.769.762,00
             
Total Geral   64.121.800,25   51.497.538,57

    2008   2007
    UFRJ Outras fontes   UFRJ Outras fontes
HUCFF   149.246,34 30.967.981,10   626.170,65 6.557.027,01
HESFA   152.005,00 455.509,39   180,00 0,00
Subtotal   301.251,34 31.423.490,49   626.350,65 6.557.027,01
             
Total Geral   31.724.741,83   7.183.377,66

   

Total Geral – 2007 a 2012

UFRJ e Outras fontes

 

HUCFF  

341.681.287,46

 

 HESFA  

15.487.638,61

 

Subtotal  

357.168.926,07

 

   
Total Geral  

714.337.852,14

 

Reitoria

Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Programação da XVIII Semana PUR

DOMINGO – 11/11/2012

Sessão de Abertura
16h00 – 16h30, Vila Autódromo

Mesa de Abertura – “A mão dupla do conhecimento e da transformação: a relação universidade-sociedade”
16h30 – 18h00, Vila Autódromo
Coordenadora: Soraya Simões – IPPUR/UFRJ
Expositores: Carlos Vainer – IPPUR/UFRJ
Altair Guimarães – Vila Autódromo
Debatedora: Ana Fernandes – PPG-AU/UFBA

Coquetel de Abertura
18h00, Vila Autódromo

SEGUNDA-FEIRA – 12/11/2012

Mesa Redonda 1 – “O território privatizado”
08h30 – 11h30, Auditório do IPPUR/UFRJ
Coordenador: Alberto de Oliveira – IPPUR/UFRJ
Expositores: Carlos Antônio Brandão – IM/UFRRJ
Elmar Altvater – Universidade Livre de Berlim, Alemanha
Debatedor: Fábio Duarte – PPGTU/PUC-PR

Apresentação de Pôsteres
11h30 – 13h00, Corredor do IPPUR/UFRJ
Comissão Julgadora: Alex Ferreira Magalhães – IPPUR/UFRJ; Fabrício de Leal de Oliveira – IPPUR/UFRJ; e Fernanda Sánchez – EAU/UFF

Exposição de Filmes
11h30 – 13h00, Auditório do IPPUR/UFRJ
Perlenga Cangaço (20’) (Fred, Ana Cabral, Carla Torres…)
Maioria absoluta (18’) (Léon Hirszman)
Ecos dos becos: comunicação e educação na Favela Santa Marta (18’) (Natalia Andrea Urbina Castellón)
Pedreira de São Diogo (18’) (Léon Hirszman)
Cantos de Trabalho – Mutirão (13’) (Léon Hirszman)

Sessão Temática 1.1 – “Representações, imaginários e desenvolvimento”
Coordenadora: Elizabeth Pessanha – Mestranda IPPUR/UFRJ
Debatedora: Ana Fernandes – PPG-AU/UFBA
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Sala do Mestrado IPPUR/UFRJ
João Paulo Tavares Coelho de Freitas – Teoria Urbana Crítica: Limites e Possibilidades
Poliana Gonçalves Monteiro – Projetar o Progresso: O papel do arquiteto na legitimação do processo de mercantilização das cidades
Lucia Maria Capanema Alvares – Espaços livres públicos: uma análise multidimensional de apropriações e conflitos
Nelson Diniz – A emergência do imaginário da revitalização
Henrique Amorim Soares – Ideias-força nos projetos urbanos para a cidade informal
Parte 2, 16h00 – 18h00, Sala do Mestrado IPPUR/UFRJ
Ivy Schipper – Cartografia da Ação Social e intervenção urbana: experiência metodológica nas ruas do centro de Salvador – BA
Matheus Alves de Barros – A ambientalização do urbano: o caso do Complexo do Alemão na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro
Leonardo Soares dos Santos – A constituição do cinturão verde da cidade do Rio de Janeiro e seus impasses 1890-1956
André Barcelos Damasceno Daibert – Turismo na Cidade do Rio de Janeiro: notas preliminares sobre as suas primeiras organizações

Sessão Temática 1.2 – “Representações, imaginários e desenvolvimento”
Coordenadora: Diana Helene Ramos – Doutoranda IPPUR/UFRJ
Debatedor: Geronimo Leitão – EAU/UFF
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Sala do Doutorado, IPPUR/UFRJ
Fernando Augusto Souza Pinho – Um silêncio que grita contra a crise em Lisboa
Felipe Dias Ramos Loureiro – A escola na violência: relações entre a educação é a violência da cidade
Ana Cabral Rodrigues, Flávia de Sousa Araújo, Frederico Guilherme Bandeira de Araujo, Heitor Praça, Marianna Freitas Teixeira, Natalia Velloso Santos, Marina Cavalcanti Tedesco, Rafaela Alcântara da Silva, Ricardo Gellert Paris Jr., Samuel Thomas Jaenisch – CorporemeCidade
Camilla Lobino – O Conflito Social na Sociologia Urbana no Brasil: a emergência do campo problemático
Parte 2, 16h00 – 18h00, Sala do Doutorado, IPPUR/UFRJ
Juliana Fernandes do Nascimento – A cidade colonial como realização de um sistema de crenças
Daniella do Amaral Mello Bonatto – Saúde, representações e participação social de comunidades populares: a experiência da rede de comunidades saudáveis do estado do Rio de Janeiro
Clarice Rodrigues de Carvallho – Mulheres no Rio de Janeiro: a transformação do papel feminino no início do século XX
Robert Pechman – Arrancados do lar e atirados no mundo: o frágil equilíbrio entre o público e o privado nos personagens de Rubem Fonseca

Sessão Temática 2 – “Tecnologias, infraestrutura e resistência”
Coordenadora: Fabrina Furtado – Doutoranda IPPUR/UFRJ
Debatedor: Fábio Duarte – PPGTU/PUC-PR
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Auditório do IPPUR/UFRJ
Carlos Vainer, Fabrício Oliveira, Giselle Tanaka e Camilla Lobino – O Plano Popular da Vila Autódromo, Rio de Janeiro: uma experiência de planejamento conflitual
Claudia Ribeiro Pfeiffer e Cristiana Menezes Fonseca Ramos – Projeto Agência S.A. – Produto de um longo processo de resistência
Tamara Tania Cohen Egler – Pacificação e expropriação no jogo olímpico
Juliana Neves Barros – Técnicas sobre as secas: uma análise contemporânea de poder e conflito social no Nordeste
Leonardo de Carvalho Silva – Análise comparativa da estrutura intra-urbana de Macaé a partir dos Censos Demográficos de 2000 e 2010
Parte 2, 16h00 – 18h00, Auditório do IPPUR/UFRJ
Eduardo Pontes Gomes da Silva – Notas para uma análise da Região Metropolitana do Rio de Janeiro pela ótica do sistema de transportes
Mauro Kleiman – Em questão: a redefinição das esferas pública e privada nas favelas com a introdução de infraestrutura de água e esgoto
Nínive Gonçalves Miranda Daniel e Roselea Barbosa Valadão – Estudos Comparativos da Problemática dos Resíduos Sólidos e Seus Impactos nas Práticas Cotidianas das Favelas Santa Marta e Cantagalo/ Pavão- Pavãozinho no Contexto das Recentes Intervenções Urbanísticas e das UPPs
Aldenilson dos Santos Vitorino Costa – A lanhouse na periferia de Palmas: novos contornos, outras relações
Natalia Andreda Urbina Castellón – Comunicação e Educação na Favela Santa Marta

Sessão Temática 3 – “Normas, formas e ordem”
Coordenadora: Ana Cristina dos Santos Araujo – Técnica em Educação IPPUR/UFRJ
Debatedora: Maria Cristina Leme – FAU/USP
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Sala da Especialização, IPPUR/UFRJ
Alex Ferreira Magalhães – Tendências recentes na política de regularização fundiária no caso do Rio de Janeiro: Ressuscitando de Soto?
Julieta Nunes – Regularização fundiária da Vila Residencial-UFRJ: relatos de uma experiência
Maria Clara Vejarano – Bogotá – Colômbia, localidade de Bosa. Unidades de Planejamento Zonal de Melhoramento Integral. Urbanismo funcionalista? Urbanismo imobiliário? Direito à Cidade? Exclusão social?
Silvia Karina Valentinuzzi Núñez – A Contribuição de Melhoria: norma, forma e… ordem?
Giselli Mansur – Entre o vácuo de políticas regionais e a multiplicação de regiões metropolitanas
Parte 2, 16h00 – 18h00, Sala da Especialização, IPPUR/UFRJ
Fania Fridman – Indícios para uma história do território fluminense
Doralice Sátyro Maia – A ferrovia nas cidades “bocas de sertão”: alterações na morfologia e na estrutura urbana no início do século XX.
Nirvana Lígia Albino Rafael de Sá – Do higienismo ao sanitarismo: alterações no espaço urbano da Cidade da Parahyba entre 1912 e 1927
Samuel Thomas Jaenisch – Planos e projetos de intervenção sobre o espaço urbano: da cidade diagnosticada à cidade desejada
Leandro Gomes Souza – Análise espacial e gestão sobre vazios urbanos no Rio de Janeiro com uso de SIG

TERÇA-FEIRA – 13/11/2012

Mesa Redonda 2 – “Possibilidades para o espaço público”
08h30 – 11h30, Auditório do IPPUR/UFRJ
Coordenadora: Julieta Nunes – IPPUR/UFRJ
Expositores: Orlando Alves dos Santos Jr. – IPPUR/UFRJ
Jaques Fisette – Universidade de Montreal, Canadá
Debatedora: Cecília Mello – IPPUR/UFRJ

Apresentação de Pôsteres
11h30 – 13h00, Corredor do IPPUR/UFRJ
Comissão Julgadora: Alex Ferreira Magalhães – IPPUR/UFRJ; Fabrício de Leal de Oliveira – IPPUR/UFRJ; e Fernanda Sánchez – EAU/UFF

Exposição de Filmes
11h30 – 13h00, Auditório do IPPUR/UFRJ
A monstruosidade da casa de Pedro Almodovar: corpo e desterritorialização do crime… (8’) (Wallace Lopes da Silva)
Santa Ifigênia e seus pecados (20’) (Thiago Mendonça)
Associação dos Moradores do Guararapes (12’) (Sergio Péo)
Contradições Urbanas (39’) (Sérgio Péo)

Sessão Temática 4.1 – “Setor Público, Atores Privados e Equidade”
Coordenador: Tiago Cargnin Gonçalves – Mestrando IPPUR/UFRJ
Debatedor: Hermes Magalhães Tavares – IPPUR/UFRJ
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Sala do Mestrado, IPPUR/UFRJ
Letícia Viana – O Estado e o Laicismo no Brasil e na Itália: Perfil atual da relação entre o Estado e as denominações religiosas na gestão e planejamento da cidade do Rio de Janeiro e de Roma
Marcelo Gomes Ribeiro – Educação, estrutura social e segmentação residencial do território metropolitano: análise das desigualdades de renda do trabalho em regiões metropolitanas do Brasil
Gustavo Adolfo Muñoz Gaviria – Herramientas para el análisis de la concreción socio-territorial de políticas públicas
Luiz Carlos Teixeira Coelho Filho / Leonardo Carvalho Silva – A Teoria de Cenários Urbanos na Análise Socioespacial do Rio de Janeiro

Parte 2, 16h00 – 18h00, Sala do Mestrado, IPPUR/UFRJ
Carla Hirt – O BNDES e o território: as relações entre Estado e Capitalismo no Brasil a partir da década de 1990
Luis Fernando Novoa Garzon – A espiral capitalista no Brasil: renovadas fronteiras de acumulação, Grandes Projetos e a construção de um novo “nacional-empresarial”
Renato Cosentino Vianna Guimarães – Porto Maravilha, CEPACS, e a segregação no Rio de Janeiro
Deborah Werner – Escalas espaciais, narrativas escalares e setor elétrico: algumas reflexões

Sessão Temática 4.2 – “Setor Público, Atores Privados e Equidade”
Coordenador: Samuel Thomas Jaenisch – Doutorando IPPUR/UFRJ
Debatedor: Ronaldo Lobão – PPGSD/UFF
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Sala do Doutorado, IPPUR/UFRJ
Edwin Gaviria – Estratégias de controle privado e de politização do território em contextos de mineração: o caso do empreendimento da Alcoa na comunidade de Juruti Velho, Pará
Rogério Pereira dos Santos – Apropriação Social do Espaço em Áreas Residenciais Segregadas: O Projeto Rio e a Regularização Fundiária na Favela da Maré
Isabela Souza da Silva – UPPs, cidadania e consumo: equidade?
Hernando Sáenz Acosta – A reprodução ampliada da vida humana e a cidade popular: O caso dos lares com chefia feminina em Bogotá
Carolina Portugal Gonçalves da Motta – A situação habitacional dos jovens em Minas Gerais – Uma análise descritiva a partir dos dados da PAD 2009
Parte 2, 16h00 – 18h00, Sala do Doutorado, IPPUR/UFRJ
Flávia de Sousa Araújo – Eu quero uma casa no campo (?) – Desestabilizações de uma política público-privada em Benevides/PA
Endyra de Oliveira Russo – Formação de conjuntura e formação de agenda, um dialogo entre a economia e a ciência política na analise de políticas publicas, o caso do Programa Minha Casa Minha Vida
Adauto Lucio Cardoso; Décio Nunes Rodrigues; Flávia de Sousa Araújo; Nathan Ferreira da Silva; Samuel Thomas Jaenisch – Quando um direito vira produto: Impactos do Programa Minha Casa Minha Vida na cidade do Rio de Janeiro
Clarissa do Nascimento Friedrich – Autogestão habitacional no Rio Grande do Sul: experiências e particularidades (2005-2011)

Sessão Temática 5 – “Deslocamentos, desterritorializações e identidade”
Coordenador:
Debatedor: Carlos Walter Porto-Gonçalves – POSGEO/UFF
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Auditório do IPPUR/UFRJ
André Dumans Guedes – Lutas por terra, lutas por território – velhos e nocarçavos movimentos, fronteiras e questões
Henri Acselrad – Cartografia social, soberania e interesses
Bruno Paixão Leite – As mobilizações, as lutas e as conquista de Nova Holanda
Bruno Neris Bastos – Terra de uso comum e unidades de mobilização: notas a partir das identidades territoriais do Norte de Minas Gerais
Diana Helene Ramos – A cidade das meninas: o Jardim Itatinga e o confinamento urbano da prostituição
Ana Paula Casassola Gonçalves – A caminhada como forma de apropriação do espaço
Parte 2, 16h00 – 18h00, Auditório do IPPUR/UFRJ
Norma Maria Bentes de Sousa – Habitação em Aglomerados Subnormais em Manaus – AM: Primeiras Aproximações
Bárbara Oliveira Marguti – CONJUNTOS HABITACIONAIS: Estruturação socioespacial e acesso à cidade no município de Santo André
Camila Daniel – Tecendo redes, negociando com a globalização: o caso de estudantes universitários peruanos na cidade do Rio de Janeiro
Mariana Recena Aydos – O Brasil e as imigrações desde o sul global. Ideologias raciais-coloniais e perspectivas decoloniais
Wallace Lopes Silva – Territorialidades Negras: batuque, Samba e Macumba nas fronteiras da “Pequena África” (1890-1930)

Sessão Temática 6 – “Natureza, economia e governança”
Coordenadora: Juliana Neves Barros – Mestranda IPPUR/UFRJ
Debatedora: Heloisa Soares de Moura Costa – Geografia/UFMG
Expositores:
Parte 1, 13h00 – 15h30, Sala da Especialização, IPPUR/UFRJ
Fabrina Furtado e Gabriel Strautman – Ambientalização das Instituições Financeiras: da crítica reformista à crítica contestatória
Raquel Giffoni Pinto – Os programas de responsabilidade social corporativa e a gestão do “risco social”
Maria Angélica Maciel Costa – Água: de bem de uso comum a mercadoria. Quanto vale, quem é dono e quem legisla?
Laís Jabace Maia – A articulação entre os processos de neoliberalização, a postura do governo brasileiro e a indústria sucroalcooleira no Triângulo Mineiro.
Gabriela Rebello Martins – Disputa por legitimidade em torno da criação do Superporto do Açu: uma análise sob a ótica da sociologia pragmática da crítica
Parte 2, 16h00 – 18h00, Sala da Especialização, IPPUR/UFRJ
Gabriel de Souza Barbosa – Consórcios Intermunicipais como instrumento de Gestão Pública: desafios e possibilidades para o estado do Rio de Janeiro
Robson Lopes – A Produção Urbana em Espaços Segregados: uma análise das dinâmicas do mercado imobiliário informal na favela da Rocinha
Sue Ellen Coccaro, Priscilla Rodrigues Fonseca e Luiz Felipe Orofino Souto Cezar – A Locação de imóveis em favelas: um processo “(in)formal”?
Silvio Cesar Alves Rodrigues – A Ilha, da Madeira que vira carvão

QUARTA-FEIRA – 14/11/2012

Sessão de Homenagem à Profa. Ana Clara Torres Ribeiro
08h30 – 09h00, Auditório do IPPUR/UFRJ

Mesa Redonda 3 – “Os Dilemas ‘Ippurianos’ e os seus Desafios”
09h00 – 12h00, Auditório do IPPUR/UFRJ
Coordenador: Pedro Novais – IPPUR/UFRJ
Expositores: Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro – IPPUR/UFRJ
Rainer Randolph – IPPUR/UFRJ
André Luiz da Silva – Representante do Corpo Técnico-Administrativo – IPPUR/UFRJ
Laís Jabace Maia – Mestranda IPPUR/UFRJ
Debatedor: Eduardo Cesar Marques – CEM/CEBRAP

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DA ALERJ

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DA ALERJ PARA DISCUSSÃO DA “CARGA HORÁRIA DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA” NA REDE ENSINO DO ESTADO.

DATA: 14/11/2012
HORÁRIO: 10 h
ENDEREÇO: Palácio Tiradentes, Rua Primeiro de Março, s/n., sala 313, Centro, RJ.

Quinta-feira, dia 8, compareça à Audiência Pública sobre a tentativa de entrega do Maracanã a empresários

AMANHÃ, quinta-feira, 8 de novembro, haverá uma audiência pública para tratar da concessão do estádio do Maracanã. Nota divulgada da Casa Civil do Rio informa que a empresa vencedora fica responsável, por 35 anos, pela gestão, operação, manutenção e readequação do Maracanã e seu entorno. A audiência pública será realizada às 18h, no Galpão da Cidadania, na Rua Barão de Tefé, 75. O local fica na Saúde, na região portuária do Rio.

Movimentos sociais têm criticado e denunciado a privatização do estádio. Como informa a Revista Vírus Planetário, o Maracanã passou nos últimos 15 anos por três grandes reformas. No total, o valor de todas as obras somadas é de R$ 1,279 bilhão. O Governo do Rio anunciou que pretende receber cerca de R$ 7 milhões por ano pela privatização do Maracanã. A parcela desse retorno, no entanto, é pequena comparada ao total já gasto pelo poder público no Maracanã.

Mas a privatização é apenas um dos aspectos criticado pelos movimentos sociais. Para a construção ampliada do Complexo do Maracanã, o governo prevê a demolição do antigo Museu do Índio, área abandonada que foi ocupada há seis anos por indígenas que reivindicam o espaço como centro cultural indígena (Aldeia Maracanã). Também está prevista a demolição da Escola Municipal Friedenreich, que segundo o ranking do Ideb foi a 4ª melhor colocada entre as escolas municipais do Rio de Janeiro.